quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Racismo vísivel na mão invísivel

CENTRO DE ESTUDO PESQUISA E APLICAÇÃO PAN-AFRICANISTA (CEPAPA)
Aprendendo com o passado


Investigar a história e cultura dos povos africanos e afro-diáspora.

Racismo vísivel na mão invísivel


O argumento utilizado para referir-se a África como continente sem povo, sem nação, nem estado, sem passado, sem história, esta informação não procede. Pois esse tipo de "exformação" propagada massivmente por todos os meios possíveis, faz com que na cabeça de diversos indíviduos se aliene a essa exformação, transformando-a em conhecimento absoluto na consciência do seu ser. tirando conclusões como: - A África esta no grau inferior da escala evolutiva; - Os povos da África são primitivos.
Acreditando que em tempos remotos uma parte da  África ficou branca por esta próximas aos europeus ocidentais, e povos do mediterrâneo que era separado pelo deserto do Saara e não tinham comunicação entre si, esse tipo de afirmação faz parte dos planos políticos ideológicos dos neoimperialistas. Tal Discurso utiliza imagens e suas teorias convincentes, alienantes.
No filme "A Múmia" mostra o Faraó Egípcio.
Imothep o Faraó Egípcio é preto, no cinema mostra que Imothep seria branco.








Mas o vídeo abaixo mostra estudo feitos por Phds:

  video


Podendo citar do  Carolus Linnaeus/ Carlos Lineu (1707 - 1778)Carolus Linnaeus, em português Carlos Lineu, e em sueco após nobilitação Carl von Linné (23 de Maio de 1707 - 10 de janeiro de 1778) foi um botânico, zoólogo e médico sueco, criador da nomenclatura binomial e da classificação científica, sendo assim considerado o "pai da taxonomia moderna". Foi um dos fundadores da Academia Real das Ciências da Suécia. Lineu participou também no desenvolvimento da escala Celsius (então chamada centígrada) de temperatura, invertendo a escala que Anders Celsius havia proposto, que tinha 0° como ponto de ebulição da água e 100° como o ponto de fusão.

Em seu livro "sistema naturae" , Charles Linné, ele classifica o homo sapien como:
"... classificada em cinco variedades, cuja principais delas são: sumareadas em seguida:
A) Homem selvagem, quadrúpede, mudo, peludo. B) Américano: cor de cobre, colérico, ereto, cabelo negro, liso, expesso, narinas largas, semblante rude, barba rala, obstinado, alegre. pinta-se com finas linas vermelhas e guia-se por costumes. C) Europeu: claro, sanguineo, musculoso, cabelo loiro, castanho, ondulado, olhos azuis, delicado, perspicaz, inventivo. Coberto por vestes justas, governado por leis. D) Asiático: escuro melancólico, rígido, cabelo negros, olhos escuros, severos, orgulhosos, cobiçosos. Coberto por vestimentas soltas. Governados por opniões. E) Africano: negro, fleumático, relaxados, cabelos negros, espesso, pele acelinada, nariz achatado, lábios túmidos, engenhosos, indolente, negligênte. Untta-se com gordura. É governado pelo capicho."¹
1. Burke, Jonh G." the wild man's pedigree". In. DUDLEY, Edward e Novak, Maximiliam. The wild man within. Pettsbugh, Pettsbugh:UP., 1972, pp. 266-7. Apud Pratt Mary Louse. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru/São Paulo: Edusc, 1999, p. 68.

Esse tipo de pensamentos justificou o discurso politíco ideológico europeu, usado para a escravização e trafico de povos africanos.
Sendo reforçado pelo filosofo Friedrich Hegel (1770 - 1831) como porta-voz do pensamento hegemônico do fim do século XVIII e todo século XIX. Hegel e seu livro " filosofia da história universal", aistóricidades da África decorre em duas razões interdependente.
oit1- pelo faro de a história ser entendida como propósito do velho mundo que exclui a África Subsaariana;
2- por conceber o africano como sem autonomia para construir sua propria história.
onde ele cita: " a África propriamente dita é a parte caracterista deste continente, começamos pela consideração deste continente. Porque em seguida podemos deixar de lado por assim dizer. Não tem interesse histórico proprio, senão os de que os homens vivem ali na barbarie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento a civilização. Por mais que retrocedamos na história, acharemos que a áfrica estará sempre fechada no contato com o resto do mundo, é um Eldorado recolhido em si mesmo, é o País criança, envolvido na escuridão da noite aquem da luz da história consciente.[...] nessa parte principal da África não pode haver história "²
2- Hegel, George W. F. filosofia de la historia universal. Madri: revista de Ocidente. 1928, t.1 p. 190 e192.

Como aceitar tal definição do Continente Berço da Humanidade ?
Que tipo de idéia ele deseja propagar quando afirma isso de nossos Ancestrais?
Desrespeito completo a nós e nossos ancestrais, como dizer que somos selvagens tratando como algo pejorativo o fato de vivermos em harmonia com a natureza, respeitando os seres que vivem na terra e merecem respeito igualmente a nós. Logo vemos onde a humanidade quer chegar quando acredita e transfomra em verdade pensamentos produzidos por Hegel  e seus sucessores, que vem aumentando cada vez mais quando forma estudantes em colégios e universidades com a visão distorcida, insuficiente da realidade e verdade, sem interesse de reconhcer o valor do continente e povos africanos.
Como continuar seguindo ou dar continuidade a um pensamento como o de Hegel?
Que escreve: " ... Aqui o homem em seu estado bruto tal é o homem na África. Por quanto o homem aparece como homem, põe-se em oposição a natureza, assim é como se faz homem.
Mas, por quanto se limita, se diferenciar-se da natureza, encontra-se no primeiro estágio, dominadopela paixão, pelo orgulho e a pobreza; é um homem estúpido. No estado de selvageria achamos os africanos enquanto podemos observar e assim ter perrmanecido. O negro representa o homem natural em toda sua barbárie e violência; para compreende-lo devemos esquecer  todas as representações europeias.  Devemos esquecer Deus e a Lei moral. Para compreende-lo exatamente, devemos abstrair de todo respeito e moralidade, de todo sentimento. Tudo isso esta no homem em seu estado bruto, e cujo carater nada se encontra que pareça humano."³
3- Hegel, George W. F., op. cit. pp. 193 e 194.

Pura cegueira mental pensar isso de um continente tão rico. Em nosso subsolo africanos possui uma infinidade de minerais como: cobalto, ouro, diamante, cobre, etc. Posso dizer que o subsolo africano é peça fundamental para o desenvolvimento industrial de diversos países, inclusive aqueles que escrevizou e colonizou a África. no entanto esse discurso feito por Hegel, serve para mascarar as atrocidades feita pela europa para consegui a riqueza africana, e assim afronta nosso povo africano quando diz que "para ser homem tem que opor-se a natureza." Vemos o desrespeito completo pela natureza, ou seja, na visão deles devemos nos opor a tudo que esta ao externo. Mas para nós africanos não existem dicotomia entre homem e natureza, pensamos na unidade viv, onde todos fazem parte de um Único ser.
Pensar assim não é barbárie nem violência. Vejo este pensamento de Hegel totalmente distorcido e limitado, pois para querer opor-se a algo que é maior que você, terá que usar a violência e a barbárie para conseguir vencer e se impor.

Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 – Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes.
12 de fevereiro de 1804 com 80 anos de idade, Kant faleceu em Königsberg, após prolonagada doença que apresentava sintomas semelhantes à Doença de Alzheimer. Já não reconhecia sequer os seus amigos íntimos.


                            
Podemos ver que ambos tem visão preconceituosa sobre a África.
Em 1883 a Itália havia submetido uma pequena parte da Líbia, Eritréia e costa da Somália em 1886 comunicou as demais potências européias o seu dominio sobre a Etiópia, transformando--a em protetorado. A Itália reinvidicou para si a Etiópia, apoiada no capitulo VII, das disposições gerais, artigo 2º, data geral da conferência de Berlim. Mas imposibilitada de cumprir a obrigatoriedade da ocupação efetiva, a Etiópia continuou um terriitório livre em um continente partilhado e conquistado pela europa. 
O Etiópes sob o reinado de Menelik II (1893), com o império unido e o exército numericamente grande e bem equipado, foram capazes de derrotar os italianos em Adowa, no ano de 1896. Mostrando que a união dos povos que vivem na região da nascente do Nilo, Etiópia, em toda sua diversidade cultural vivem harmoniasamente e vence o mau que a todo momento tenta invadir e dominar. O homem original preto, original blackman, conheece  sua fé, a ponto de acontecer em 1893, Menelik diz: "A Etiópia não precisa de ninguém, Ela estende as mãos para Deus".
Como dizer que os africanos não tem moral e não acreditam em Deus?

Existe um conjunto de valores e caracteristicas pelo decorrer desse blog, mostraremos o porque a Etiópia ser considerada um País/Nação com passado glorioso e um futuro proprio de uma grande nação capaz de manter a sua liberdade. Dessa forma a Etiópia torna-se referência central de movimentos pan-africanos, de independência cristã, e também de projetos politícos de longo prazo na África e afro-diáspora. 

Os estudos antropológicos que referencia kant como importante pensador, que retoma a tradição de uma geografia voltada pra antropologia, Kant propunha descrever a realidade humana num livro publicado em 1802 no qual se referia aos africanos do sul do Saara como "homens que cheiram mau" e tem pele negra por "maldição divina". Kant, Emmanuel. Geographie. Paris: Aubier, 1999."



Por Ras Tonton Fya Burning.

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